Hoje, queridos irmãos e irmãs,
queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com
crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada
coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito
que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de
paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos,
possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom
demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.
Vivo com particular sofrimento e com preocupação as
várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o
meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na
Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.
Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim
mesmo!
...
Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a
cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos,
mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único
caminho para a paz.
Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o
coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo
desejo de paz.
Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para
toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria,
Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no
Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta
iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não
católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.
No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das
19h00 até as 24h00,
nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este
grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de
violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras
de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver
este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.
Papa FRANCISCO, Angelus de 1 de Setembro de 2013

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