segunda-feira, 5 de maio de 2014

SEMANA DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES


ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
(4 a 11 de Maio)

Pai Santo, que a todos nos chamas:
das casas e das famílias,
das escolas e das paróquias,
dos movimentos e dos grupos,
para sermos um só corpo em Jesus Cristo
e vivermos segundo o Espírito da verdade;
faz de nós autênticos discípulos,
no Matrimónio, no Sacerdócio,
na Vida Consagrada,
na missão e no serviço,
ao encontro do outro
para unificar a nossa existência
e testemunhar a alegria
e a beleza do Evangelho.

Ámen.

quarta-feira, 5 de março de 2014

MENSAGEM DO NOSSO BISPO PARA A QUARESMA

QUARESMA EM FAMÍLIA,
EM FAVOR DAS FAMÍLIAS

Mensagem do nosso Bispo para a Quaresma deste ano, 2014

A festa faz parte da natureza do homem como ser de relação e de comunhão. Muito antes de ela acontecer, a festa já anima as pessoas e gera espectativas, na esperança de se vir a participar e a usufruir dela. Mais proximamente, cuida-se do visual e do vestuário e saímos ao encontro uns dos outros para todos fazermos festa. O entusiasmo e a alegria que colocamos nos preparativos contagiam e animam outros a fazerem o mesmo. Ora, a festa por excelência dos cristãos é a Páscoa e a Páscoa já se encontra a caminho. Por isso mesmo, vimos convidar todas as pessoas de boa vontade desta nossa Diocese de Portalegre-Castelo Branco, a que se insiram nesta caminhada de preparação, com empenho e entusiasmo, para que todos possamos viver dignamente a Festa da Páscoa. A esta preparação chamamos Quaresma e a Quaresma lembra-nos que somos pó, pede que nos convertamos, que nos revistamos do homem novo, que perfumemos a cabeça e andemos de rosto lavado, sem réstias de “cara de vinagre”, de “cara de funeral” ou de “cara de sexta-feira santa”. Por sua vez, a festa, se faz parte da natureza humana, é necessariamente comunitária. Ninguém faz festa sozinho. A festa exige pessoas envolvidas pela alegria de estarem umas com as outras para gozarem tal acontecimento e se enriquecerem com a participação de tantos. Ora, se a festa é comunitária, a preparação também o pode ou deve ser. Por isso, atrevemo-nos a sugerir que vivamos a preparação desta grande festa da Páscoa em comunidade. Na comunidade cristã, sim, mas, uma vez que estamos envolvidos em tantos acontecimentos relacionados com a família a nível internacional e local, propomos que esta festa da comunidade cristã se faça a partir da preparação em família, para que as famílias, todas as famílias da nossa diocese, se associem e façam festa. Como sabemos, a família merece tudo e tudo quanto se possa fazer em seu favor, a partir de dentro e de fora da própria família, é sempre muito pouco. Na preparação para esta grande festa, porém, são as famílias que têm de assumir esta feliz tarefa. Como comunidade de vida e de amor, a Família cristã procura que todos os seus membros cuidem do bem-estar e da promoção uns dos outros, não só no quotidiano da vida mas também aproveitando os momentos fortes que as circunstâncias e a própria vida vão oferecendo. A Quaresma é um desses momentos fortes que, vivido em família, faz caminhar ao encontro cada um de si próprio e do outro e todos ao encontro do Senhor da vida e da história, ao encontro d’Aquele que deu a vida por cada um de nós, ressuscitou e está connosco. O apelo da Quaresma à conversão e à penitência visa sobretudo o apelo à conversão do coração que se traduz necessariamente em sinais visíveis, gestos e penitência. Entre estes gestos, a Sagrada Escritura e a Tradição insistem sobretudo em três formas: o jejum, a oração e a esmola, que incluem a reconciliação com Deus e o próximo, a preocupação com a salvação dos outros (Tg 5, 20) e a prática da caridade (1Ped 4, 8), esvaziando-nos dos nossos egoísmos. O Pastor de Hermas, obra literária cristã do século II, esclarece-nos: “Eis como deverás praticar o jejum: durante o dia de jejum tu comerás somente pão e água; em seguida, calcularás quanto terias gasto em alimento durante aquele dia e oferecerás esse dinheiro a uma viúva, a um órfão ou a um pobre; assim, privar-te-ás de alguma coisa para que o teu sacrifício seja proveitoso a alguém para se alimentar. Ele rezará por ti ao Senhor. Se tu jejuares desta maneira, o teu sacrifício será agradável a Deus”. Tudo isto vivido e programado em Família, tem, com certeza, outro alcance: evangeliza, santifica, educa, compromete, promove, fortalece a fé que se traduz em obras, faz pensar nos outros e gera alegria contagiante em etapas de desempenho e avaliação. Tal como a comunhão familiar, também a oração em família tem as suas caraterísticas. É uma oração feita em comum, marido e mulher juntos, pais e filhos juntos, como fruto e exigência daquela comunhão que é dada pelos sacramentos do batismo e do matrimónio (cf. FC 59). “Só rezando em conjunto com os filhos, o pai e a mãe, enquanto cumprem o próprio sacerdócio real, entram em profundidade no coração deles, deixando marcas que os acontecimentos futuros da vida não conseguirão fazer desaparecer” (FC, nº 60). Os filhos precisam deste testemunho dos pais e os pais precisam de descobrir constantemente o seu importantíssimo ministério de educadores da fé e dos valores cristãos.
Esta experiência de comunhão confirma e aperfeiçoa a comunhão natural e humana e faz da família uma escola de humanismo que se manifesta no cuidado e no amor para com os mais pequenos, os doentes e os idosos. E se o egoísmo, o desacordo, as tensões e os conflitos agridem esta comunhão, o Deus da paz convida cada família a fazer a experiência alegre e renovadora da reconciliação, ou seja, da comunhão restabelecida, da unidade reencontrada. A participação no sacramento da reconciliação e no banquete do único Corpo de Cristo oferece à família cristã a graça e a responsabilidade de superar todas as divisões e de caminhar para a plena verdade querida por Deus. (cf. FC, nº 21)
O Santo Padre o Papa Francisco, partindo da lógica de Deus que sendo rico se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza, deu-nos pistas de reflexão e ação para nos despojarmos de nós próprios e trilharmos “o caminho pessoal e comunitário de conversão”. Lembra-nos que somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar, enriquecendo a outros com a nossa pobreza. Mas, como ele diz, “a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói”.
Confiamos na criatividade das paróquias para estimularem a esta caminhada quaresmal em família, anunciando que a Renúncia Quaresmal deste ano será, dentro do contexto em que vivemos, para as famílias carenciadas da nossa Diocese de Portalegre-Castelo Branco, ficando à responsabilidade da Cáritas Diocesana o bom encaminhamento da mesma.


Antonino Dias, Bispo de Portalegre-Castelo Branco


domingo, 19 de janeiro de 2014

JORNADAS DIOCESANAS DA FAMÍLIA

IX Jornadas Diocesanas da Família na Sertã


Integrado no Plano de Actividades para 2013/14 da Diocese de Portalegre - Castelo Branco, irão realizar-se, no dia 25 de Janeiro de 2013, na Casa de Espectáculos e Cultura da Sertã, as 9as Jornadas Diocesanas da Família. Têm como tema central "A Família em tempos de mudança", o qual será apresentado pelo Drº José Eduardo Borges de Pinho, professor catedrático da Universidade Católica Portuguesa, jornalista e membro da Comissão da Liberdade Religiosa.Estas Jornadas são de grande importância já que neste terceiro ano de Sínodo Diocesano, a Diocese está a reflectir sobre a família, tendo presente as suas angústias e tristezas, as suas alegrias e esperanças.O Secretariado Diocesano da Pastoral da Família, apela a todos, famílias e grupos sinodais, a participarem nestas Jornadas, pois a Pastoral Familiar não nos pode deixar indiferentes, devendo comprometer na sua reflexão, o maior número possível de pessoas.Do programa para alem da conferência já referida, consta um almoço partilhado, onde a organização oferecerá uma sopa e uma fruta, um momento musical pelo Coro Infantil da Paróquia da Sertã, um painel de testemunhos e a celebração da Eucaristia presidida pelo nosso Bispo D. Antonino.As crianças também não foram esquecidas, estando preparado para elas actividades organizadas pelos Escuteiros.


O programa completo está assim elaborado:

 9.00h – Acolhimento10.00h – Abertura das 9as Jornadas Diocesanas da Família
10.30h – Conferência “A Família em Tempos de Mudança” (Dr. José Eduardo Borges de Pinho)
11.30h – Pausa11.45h – Debate sobre o tema
12.30h – Almoço partilhado
14.00h - Momento musical com “Coro Infantil da Paróquia da Sertã”
14.30h - Painel subordinado ao tema: “A Família Cristã da Actualidade”
17.00h - Eucaristia no local.


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

RECEITA PARA UM ANO FELIZ


Tome 12 meses completos.
Limpe-os cuidadosamente de toda a amargura, ódio e inveja.
Corte cada mês em 28, 30, ou 31 pedaços diferentes, mas não cozinhe todos ao mesmo tempo.
Prepare um dia de cada vez com os seguintes ingredientes:

- Uma parte de fé
- Uma parte de paciência
- Uma parte de coragem
- Uma parte de trabalho

Junte a cada dia uma parte de esperança, de felicidade e amabilidade.
Misture bem, com uma parte de oração, uma parte de meditação e uma parte de entrega.
Tempere com uma dose de bom espírito, uma pitada de alegria, um pouco de acção, e uma boa medida de humor.
Coloque tudo num recipiente de amor.
Cozinhe bem, ao fogo de uma alegria radiante.
Guarneça com um sorriso e sirva sem reserva.


UM ANO NOVO FELIZ!

ORAÇÃO PELAS FAMÍLIAS - Papa Francisco

"Jesus, Maria e José
a vós, Sagrada Família de Nazaré,
hoje, dirigimos o olhar
com admiração e confiança;
em vós contemplamos
a beleza da comunhão no amor verdadeiro;
a vós confiamos todas as nossas famílias;
para que se renovem nessas maravilhas da graça.
Sagrada Família de Nazaré,
escola atraente do santo Evangelho:
ensina-nos a imitar as tuas virtudes
com uma sábia disciplina espiritual,
doa-nos o olhar claro
que sabe reconhecer a obra da providência
nas realidades cotidianas da 
vida.
Sagrada Família de Nazaré,
guardiã fiel do mistério da salvação:
faz renascer em nós a estima pelo silêncio,
torna as nossas famílias cenáculo de oração
e transforma-as em pequenas Igrejas domésticas,
renova o desejo de santidade,
sustenta o nobre cansaço do trabalho, da educação,
da escuta, da recíproca compreensão e do perdão.
Sagrada Família de Nazaré,
desperta na nossa sociedade a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
bem inestimável e insubstituível.
Cada família seja morada acolhedora de bondade e de paz
para as 
crianças e para os idosos,
para quem está doente e sozinho,
para quem é pobre e necessitado.
Jesus, Maria e José
a vós com confiança rezamos,
a vós com alegria nos confiamos".

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL


“Ó Jesus, doce Menino de Belém,
Tu és a Luz do Mundo!
Tu és a Luz da minha Vida!
Saiba eu acolher a Tua Vida, 
dada por todos, em abundância!
Ajuda-me a colocar a minha vida, 
sob a luz da Tua Luz!
Para que o meu coração, 
como a esplêndida janela 
de uma catedral,
venha a inflamar-se de cores vivas,
e, assim, muitos outros, 
através de mim, 
cheguem a  ver a luz, 
     na Tua Luz”!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

QUARTA SEMANA DO ADVENTO


4ª semana: 
A fé, uma luz que ilumina toda a existência. 

Ideia: Manter acesa a luz da fé, apegando-a aos outros! 
Atitude: Enviar uma mensagem explicitamente cristã do Natal. 
             Viver o Natal, na oração em família e na Eucaristia!

Quer a 1ª leitura, quer o evangelho falam-nos de “dar à luz”. Para nós, trata-se de “dar à luz” Cristo no mundo, “dando luz da luz recebida d’Ele” (Bento XVI, Spe Salvi, 49). Queremos associar as expressões “dar à luz” (cf. 1ª leitura e Evangelho) e “dar a luz”, para evidenciar como é importante, e como se correlacionam, o “gerar” para a vida e o gerar para a fé. Não se pode verdadeiramente transmitir a vida, se com ela não se oferece também um fundamento que lhe dê sentido. “Os pais são chamados não só a gerar os filhos para a vida, mas a levá-los a Deus, para que sejam, através do Batismo, regenerados como filhos de Deus, recebam o dom da fé. Assim, juntamente com a vida, é-lhes dada a orientação fundamental da existência e a segurança de um bom futuro” (Lumen Fidei 43). Diz o teólogo José Frazão Correia: “gera-se a fé em Jesus de Nazaré como se gera a vida de cada ser humano: antes de mais na confiança reconhecida, acolhida e correspondida. Vida e fé são, de facto, questão de confiança” (J. Frazão Correia, A fé vive de afeto, Ed. Paulinas, 2013, 69). Só com o testemunho se permite o acesso à fé, graças à presença de um outro crente, de uma ou várias testemunhas. 
O desafio é “passar o testemunho” da luz, apegando-a aos outros, pois a transmissão da fé não se faz por proselitismo, mas por atração e irradiação.